Especialista dá dicas práticas para líderes conduzirem a equipe de forma produtiva e saudável, evitando sobrecarga e conflitos logo no começo do ano
A retomada das atividades após o período de férias costuma ser um momento sensível para empresas e equipes. Expectativas elevadas por resultados, acúmulo de demandas e prazos apertados convivem com profissionais que ainda estão retomando o ritmo de trabalho. Quando essa equação não é bem conduzida, o impacto aparece rapidamente em forma de estresse, conflitos internos e queda de produtividade.
Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que transtornos relacionados ao estresse ocupacional já estão entre as principais causas de afastamento do trabalho no mundo. No Brasil, o cenário se agrava em períodos de retorno coletivo, quando a pressão por entregas se intensifica logo nos primeiros dias.
Para a psicóloga e especialista em Gestão de Saúde Corporativa Renata Livramento, o papel da liderança nesse momento é decisivo. Segundo ela, cobrar desempenho sem considerar o contexto emocional da equipe aumenta o risco de adoecimento e compromete os resultados no médio prazo.
“O retorno pós-férias precisa ser planejado. Lideranças que retomam metas e cobranças de forma abrupta tendem a gerar sobrecarga emocional, conflitos e desengajamento. O equilíbrio entre performance e saúde mental é uma estratégia de gestão, não um benefício extra”, explica.
Entre as orientações da especialista estão a priorização de demandas, a comunicação clara sobre expectativas, o ajuste gradual de metas e a abertura de espaços de escuta. Medidas simples, como alinhar prazos reais, revisar fluxos de trabalho e observar sinais de estresse na equipe, ajudam a prevenir conflitos e afastamentos.
Renata destaca ainda que empresas que investem em saúde mental corporativa apresentam maior capacidade de engajamento, melhor clima organizacional e desempenho mais sustentável. “Cuidar das pessoas não reduz resultados. Pelo contrário, cria as condições para que eles aconteçam de forma consistente”, afirma.
O debate sobre saúde mental corporativa ganha ainda mais peso diante das exigências relacionadas à identificação e gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Para Renata Livramento, esse movimento reforça uma mudança necessária na forma de liderar. Segundo ela, cuidar da saúde mental não é apenas uma questão de bem-estar, mas uma responsabilidade legal e estratégica, e empresas que ignoram esse cenário tendem a enfrentar mais conflitos, afastamentos e queda de desempenho.
Renata orienta que empresas conseguem atravessar períodos de maior cobrança com mais equilíbrio ao adotar práticas de liderança mais conscientes, com atenção à organização do trabalho, à comunicação e aos limites das equipes. “O resultado é um ambiente mais saudável, relações profissionais mais sustentáveis e uma performance que se mantém ao longo do tempo, sem comprometer as pessoas que fazem o negócio acontecer”, conclui.
Saiba mais sobre o trabalho da Renata Livramento: renatalivramento.com.br | @renata.livramento
Fonte: Renata Livramento — Psicóloga | Doutora em administração | Especialista em gestão de saúde corporativa.


